COMO ENTENDER AS TENDÊNCIAS DO MINISTÉRIO DE JOVENS
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Muitos ministérios compartilham o mesmo edifício, porém operam em completo isola- mento. De fato, uma tendência comum do ministério de jovens é formar uma congrega- ção separada. Devido ao surgimento de uma grande ênfase nos ministérios individuais especializados, os grupos de jovens podem ter seus próprios nomes, logotipos, valores e visão. Ter um ministério especificamente orientado para as necessidades dos jovens certamente é necessário, mas às vezes pode se desequilibrar rapidamente. Muitos ministérios juvenis trabalham independentemente do resto da igreja.
Em lugar de trabalhar individualmente, os pastores e líderes de jovens devem trabalhar juntos para um propósito unificado. Isto sig- nifica trabalhar estrategicamente com todos os departamentos ministeriais para encontrar melhores práticas, criar sinergia e eliminar a competição. Os jovens ainda necessitam con- viver com pessoas em outras etapas da vida. Quando estão completamente separados do resto da igreja, é negado aos jovens valiosas oportunidades para receberem mentoria. Al- gumas maneiras práticas nas quais uma igreja pode experimentar mais integração inclui:
- Proporcionar às famílias oportunidades para servir.
- Envolver os congregados de todas as idades nos cultos e momentos de adoração (oca- sionalmente).
- Associar-se aos líderes de diferentes minis- térios para experimentar sinergia e melhor prática.
- Estabelecer metas para toda a congregação em lugar de metas para um ministério indivi- dual.
- Desenvolver grupos de mentoria com pesso- as de diferentes idades.
«Em lugar de trabalhar individualmente, os pastores e líderes de jovens devem trabalhar juntos para um propósito unificado».
NÃO HÁ NINGUÉM QUE TENHA MAIOR PAIXÃO PELA IGUALDADE SOCIAL E PELAS NECESSIDADES QUE A JUVENTUDE DE HOJE. AGORA E NO FUTURO VEREMOS MAIS JOVENS VIVEREM UMA FÉ MAIS RADICAL
1. COMO COMPREENDER A JUSTIÇA SOCIAL E A JUVENTUDE
O desejo de ver a justiça social tem aumenta- do na juventude atual. Não há ninguém que tenha maior paixão pela igualdade social e pelas necessidades que a juventude de hoje. Agora e no futuro veremos os jovens viverem uma fé mais radical.
Viverão sua fé como fez Jesus, suprindo as necessidades de a sociedade e demonstrando o amor de Cristo de maneira prática, enquanto servem a sua comunidade social e espiritu- almente. O ministério de jovens deve usar o modelo de Jesus (chamar e enviar). Devemos enviar os jovens a evangelizar seu mundo.
Pastores, este grupo é um poderoso recurso para ministrar nossas comunidades e o mun- do. Os jovens frequentemente são mal enten- didos. É muito fácil classificá-los como pregui- çosos, apáticos, egoístas e desinteressados.
No entanto, quando são desafiado da maneira correta, estão preparados para vencer.
Muitos líderes de jovens colocam as expectati- vas extremadamente baixas. Pedir aos jovens para simplesmente se sentarem para ouvir uma lição semanal não é muito inspirador.
Estamos ministrando a geração mais informa- da da história. As crianças estão aprendendo a codificar programas de computadores no segundo ano primário.
Os jovens têm o potencial para produzir tre- mendas mudanças. Se as igrejas não podem ser relevantes ou satisfazer as necessidades re- ais, então os jovens não estarão interessados.
Há um desejo profundo nos corações dos jo- vens de fazer uma diferença. Raramente se fala de justiça social, porém podemos ver na Bíblia que Jesus lidou com isto de maneira regular.
A seguir três coisas que necessitamos sa- ber sobre os jovens e a justiça social:
- Preocupam-se por satisfazer as necessidades de sua comunidade. Requer-se um pequeno esforço para que iniciem, porém satisfazer as necessidades da comunidade é uma maneira muito fácil para que trabalhem juntos os cren- tes e não crentes no serviço social.
- Eles querem ver ação. Quantas vezes desa- fiamos os jovens a «fazerem a diferença». Esta palavra tem um significado muito amplo. O que significa? Temos falado bas- tante. O trabalho de um líder é proporcionar maneiras tangíveis, práticas e específicas para que os jovens alcancem isto. Os jovens querem ser parte de uma igreja que põe as palavras em ação.
- Talvez não buscam apenas outra experiência no culto dominical. uma tendência comum do mi- nistério de jovens é tentar recriar a experiência que se teve durante o culto dominical matutino no culto de jovens. Três cânticos de adoração, a oferta e um sermão pelo pastor de jovens. Talvez seja a hora de reinventar por completo o ministério de jovens. Se os jovens podem dizer cada detalhe de tudo que sucederá semana após semana, algo deve mudar. Jesus não era previsível. O ministério de jovens tornou-se previsível, e é hora de reconhecer isso.
Olhe seus jovens nos olhos durante sua próxi- ma reunião. Estão entediados ou inspirados? Seu ministério de jovens está prosperando? Se é sim, excelente. Se não, por que não experi- mentar algo novo? Sirvam juntos em alguma escola. Visitem um asilo. Pintem uma casa juntos. Façam trabalho voluntario juntos.
O que aconteceria se você criasse um plano singular para fazer a diferença na comunidade? O que aconteceria se você der aos seus jovens uma causa na qual investir suas vidas? Como você está equipando os jovens para que não desenvolvam uma mentalidade consumista?
2. FÉ RADICAL Pelo fato do nosso mundo ter mudado tão rapidamente, é muito importante que nossos jovens tenham uma fé radical em Cristo. Hoje em dia, o maior desafio ao compartilhar a fé é a habili- dade para descrever claramente quem é Cristo. Na atualidade, mais e mais religiões afirmam ser o ca- minho para Deus. Com esta mentalidade universal, torna-se cada vez mais difícil para os jovens terem um entendimento claro e preciso do cristianismo.
Outras religiões são radicais em sua fé, e suas próximas gerações começam a estudar deta- lhadamente sobre sua religião em uma idade bem cedo.
3. OS JOVES E O PROCESSO DE APRENDIZAJEM
Os jovens querem ser parte de um processo. Devido aos avanços da tecnologia, a manei- ra como os jovens aprendem está mudando completamente. Os jovens de hoje em dia são muito «práticos» com sua aprendizagem. Estas tendências não podem mais ser ignoradas pela igreja.
Nas gerações passadas, aprendemos e recebe- mos conhecimento através de trocas. Nossos pastores e líderes falavam do púlpito e nós aceitávamos as mensagens como verdade.
Devido à forma como os jovens se socializam hoje, não podemos assumir que simplesmente aceitarão a fé de seus pais ou da igreja na qual cresceram. Já não estão dispostos a aceitar que o cristianismo é «o caminho» só porque dizemos que é.
Os jovens ficarão cada vez menos satisfeitos com nossas tentativas de lhes dar a «respos- ta certa». Querem ser parte do processo de descobrimento do que é necessário para ser cristão neste mundo e o que isso significa para eles. Não apenas querem ser «ouvidores da Palavra», mas «cumpridores da Palavra» e ver exemplos reais que imitem a Jesus. A men- sagem não mudará, no entanto, os métodos devem avançar continuamente.
4. OS JOVENS E A ADOLESCÊNCIA PROLONGADA O ministério de jovens não tem relevância se não aprendermos a alimentar nossos jovens a aceitarem a maturidade em vez de viverem em uma perpétua adolescência. Tem surgido uma mudança em nossa cultura que tem influen- ciado os adolescentes a adiar sua transição para a vida adulta. Os jovens de hoje demoram mais em estabelecer sua independência finan- ceira de seus pais, têm problemas em mante- rem seus empregos, adiam o casamento, têm dificuldade de conservar relacionamentos e parecem não ter a intenção. Todavia, estão sempre ocupados!
A igreja não deve contribuir para o proble- ma da adolescência prolongada. Enquanto o mundo que nos rodeia está envolvido em guerras, pobreza e injustiça, devemos desafiar nossa juventude com um pouco mais que dirigir a adoração dominical uma vez ao ano, ou talvez participando em eventos e acampa- mentos juvenis. No apogeu de suas capaci- dades mentais e físicas, pedimos para nossos adolescentes que mantenham-se à margem do trabalho da igreja.
Sejamos claros: convidar os jovens para fazer parte da liderança frequentemente produz confusão, projetos incompletos e descumpri- mento dos prazos previstos – mas se nossa intenção é levantar líderes fiéis, não podemos esperar que a adolescência adiada termine.
Os jovens hoje em dia querem participar em seu processo de aprendizagem. Esta tendência não pode ser ignorada pela igreja.
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